Por onde anda Marina Machado

Pesquisa imagética Parque Municipal

pesquisadora em ritmo de burrinho

Quem quiser me achar… estou por aí… por aqui em Belo Horizonte: andando no Parque Municipal, aprendendo a fotografar; em busca de novas referências para meus velhos assuntos de pesquisa: o brincar, o texto descritivo, o espaço pontencial entre fantasia e realidade… e de fato cheguei em um novo lugar, um espaço encontrado: as noções de etnoficção e identidade narrativa. A primeira vez que ouvi falar na possibilidade da “etnofição”, mistura de etnografia e ficcionalidade, foi na obra do antropólogo James Clifford; a segunda noção, é parte da obra Tempo e Narrativa, do filósofo Paul Ricouer. Abriu-se assim o campo de pesquisa para meu trabalho na Pós-Graduação da Escola de Belas Artes no ano de 2014 e, inicialmente, estou mergulhada no que chamei Dramaturgias do Espaço –  sempre ancorada em outros pesquisadores, em leituras sobre a teatralidade e a cena contemporânea, bem como sobre a geografia cultural (um campo de estudo relativamente novo e muito interessante).

Não são referências que chegam “por acaso”; fazem nexo com o que venho estudando desde o final da graduação em Psicologia (1997): as possibilidades da fenomenologia da criança. Esta escolha paulatinamente me afastou da Psicologia e me aproximou da literatura e da dramaturgia, âmbito que nomeio hoje poética própria. Este afastamento aconteceu pelo desencantamento vivido no ensino superior em Psicologia (cinco anos em uma universidade privada) bem como pelo reencantamento pelo contato com crianças, ensinando teatro na Escola Municipal de Iniciação Artística de São Paulo, durante uma segunda temporada de trabalho ali (nos anos 2004-2009).

Hoje, na docência universitária consigo vislumbrar um terceiro campo, uma terceira via, uma terceira margem de trabalho, para agora em diante: entre a psicologia fenomenológica e o fazer teatral, entre descrições de contextos e ambientes e narrativas pessoais, entre auto-conhecimento e expressividade. Lá, na terceira margem, eu ando de burrinho, enquanto habito minha alma torta de dezenove. Lá reencontrei minha mãe, que me disse para voltar, escrever no blog, sair na rua, encontrar pessoas e ser feliz.

 

 

 

 

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