Palestra na Secretaria de Cultura

Na próxima sexta-feira, dia 1º de julho, vou falar para os profissionais do PIÁ / Projeto de Iniciação Artística da Secretaria Municipal de Cultura, São Paulo. Acompanho este projeto inicialmente à distância e, desde o semestre passado, com maior proximidade; trata-se de realizar um trabalho de iniciação artística com alunos do Ensino Fundamental, em alguns dos CEUs, no período livre da criança e do jovem.

Tenho muito carinho por este projeto pois, muito tempo atrás, ele teria se originado como embrião ou filhote da EMIA / Escola Municipal de Iniciação Artística; foi durante a gestão de Marta Suplicy, e o projeto se chamou “EMIA no CEU”. Houve na época uma grande polêmica, acerca da transposição do que era a “EMIA” para o espaço da escola regular; alguns professores da EMIA trabalharam também na EMIA no CEU, mas isso não configurou uma parceria nem nenhum tipo de supervisão ou irmandade entre-projetos.

De minha parte fico sempre muito feliz com o convite para falar para “os Piás”: equipe grande, heterogênea, com muitos jovens e com muito gás e vontade de saber mais… Falarei na sexta-feira sobre currículo e arte, a partir de um texto inédito intitulado “Fazer surgir antiestruturas / Apontamentos iniciais para pensar um currículo em Arte”. O texto conversa com as outras duas vezes que falei para esta equipe: num primeiro encontro, falei sobre metodologia do ensino de arte e a noção de “criança performer” (segundo semestre, 2010); neste semestre, falei sobre a importância do ato de imaginar, bem como sobre o papel do adulto para preservar este campo na vida das crianças e dos jovens; e na sexta-feira continuarei insistindo naqueles temas, ampliando para uma discussão sobre o currículo em Arte.

Quem trabalha nesta área sabe da hegemonia, nos documentos curriculares, do pensamento nomeado Abordagem Triangular; de modo provocativo e brincante, proporei aos profissionais do PIÁ uma “Abordagem Espiral”, na busca de abrir clareiras para o ensino da arte contemporânea de modo híbrido, caminho onde as linguagens artísticas poderão misturar-se a tal ponto que, como quer o pesquisador alemão Menke, aconteça a “dissolução das fronteiras nas Artes”. Também o campo de pesquisa e ação da performance, do happenning e da environmental art trabalham na direção da dissolução de fronteiras: alguns vão mais além, e questionam as fronteiras entre “Arte” e “vida”.

A palestra acontecerá das 14:00 às 17:00hs, no Auditório do sexto andar do prédio da Secretaria Municipal de Cultura, na Galeria Olido.

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