Nick Rands nos rabisca

Imagens e vídeos a partir de imagens captadas em Porto Alegre

Clique no link acima para conhecer Nick Rands e sua exposição em Porto Alegre, no Teatro do Museu do Trabalho. Sua obra conversou comigo, de inúmeras maneiras…

No último dia de abril, recebi via internet o convite para a abertura da exposição do artista inglês radicado no Brasil. Será uma exposição de “imagens e vídeos a partir de desenhos”, cujas imagens foram captadas “a cada cem passos de uma caminhada de dois mil passos repetida cem vezes”.

Um dos vídeos que se encontra no site do artista “sou eu”!

É uma daquelas coisas que você sente, obviamente de forma ilusória — e portanto mágica — de que aquilo foi feito para você! É um vídeo que mistura, de maneira linda, a figura humana a rabiscos.

Uso muito a imagem do rabisco no corpo para explicar para alunos que estudam Psicologia comigo como seria a corporalidade da criança pequena. Um bebê seria “pura energia”, que aos poucos se revela “rabiscada”. O contorno vem muito depois, daí a centralidade da primeira infância em nossas vidas. Esse estado de “pura energia” e depois de “ser rabiscado” nunca nos abandona. Não se trata de uma “evolução”; trata-se de maneiras de ser e estar que convivem em nós e em nossas relações com os outros e com o mundo. Quando estamos apaixonados e quando estamos extemamente fragilizados (acidentes, luto, assaltos) esse estado nos toma novamente.

Enxergar na obra de Nick Rands a mim mesma, a perspectiva fenomenológica de olhar para a criança, a possibilidade de fazer arte para mexer com as energias, rabiscos e contorno das pessoas, fez todo o sentido. Seria o que também busco, atingir você com este blog no site Agachamento…

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