Formação de educadores

Formação de adultos educadores

No ano de 2007, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Educação, realizou chamamento para profissionais autônomos que trabalhassem com as linguagens artísticas e sua relação com a primeira infância; era o início do projeto “A rede em rede”, do qual fiz parte de 2007 a 2010. Em 2007 trabalhei junto a coordenadores pedagógicos com formação e aprofundamento da importância do brincar na primeira infância; em 2008, trabalhei com gestão pedagógica, na formação continuada de coordenadores pedagógicos e diretores de creches e EMEIs; em 2009 e 2010, trabalhei com formação de professores, também de creches e EMEIs. Trabalhar com adultos que lidam com crianças pequenas é uma boa forma de sintetizar todo o meu percurso teórico-prático, seja na Psicologia seja no Teatro e educação. Outro aspecto importante de trabalhar com pessoas adultas em formação fora da Universidade, é a necessidade de pesquisar uma linguagem própria, modos de dizer: como falar sobre Fenomenologia fora do circuito do pensamento acaadêmico?

Penso que este é o contexto a minha “profissão” hoje: trabalhar o método fenomenológico inserido na vida mesma; buscar uma teia de significações da filososfia merleau-pontiana inserida, mergulhada,  tecida, imbricada nos fatos da vida. É exatamente esta fusão, esta busca de casamento dos planos ôntico e ontológico, que me move a manter um sítio na internet; bem como ter filmado a videoperformance “A mulher que vira lobo”. Na medida em que aprofundo meus estudos acerca da fenomenologia da criança, procuro palavras que digam algo sobre as maneiras de ser da criança pequena, também fundindo forma e conteúdo. Os quatro minutos do vídeo “A mulher que vira lobo”, os trinta segundos da performance “Agachar-se”, são como que resultados filmados de um processo de muitos anos de elaboração de um “como” revelar um pensamento em ação.

Elejo como pergunta: Como praticar a fenomenologia da primeira infância sem que aquele que escuta ache que precisa “voltar a ser criança” (como se isso fosse possível…), nem que ache que estou discorrendo sobre “a criança interior” (supor um ‘mundo interno’ seria grave erro metodológico) de cada um?

 

2 comments for “Formação de educadores

  1. Camila Alvim
    20 de junho de 2011 at 03:11

    ‘acho’ que o fenômeno das lembranças “voltar a ser criança” sustentam também fenomenologicamente a cena, o encontro, o novo fenômeno… de cada um, dois ou mais…EMPATIA: Trata-se de um “viver” que se modula no “sentir”. “Sentir o outro dentro de si” é, de fato, o significado mais próprio da Einfühlung (Stein, 1917/1998)
    Adorei o site. Adorei o AGAIXAR-SE como forma de ser.
    Como educadora e psicóloga prometo outras visitas! Inspirador!

    • agachamento
      21 de junho de 2011 at 12:01

      Que bom, Camila! Volte sempre, e indique para os amigos. Um abraço, Marina

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