Livros

O brinquedo-sucata e a criançaO brinquedo-sucata e a criança/ A importância do brincar • Atividades e Materiais

 

Este é meu primeiro livro; escrito no começo da década de 1990 e publicado pela Loyola (SP) em 1994. Tornou-se uma espécie de “fenômeno editorial”: sete edições – e ainda encontra leitores. Penso que seu sucesso tem a ver com ser um texto otimista, pelo valor dado às relações entre adultos e crianças, bem como para a capacidade de criar, transformar e brincar de todos nós. Outro aspecto que o faz continuar atual é a lida criativa com materiais recicláveis – hoje tão em voga, na era do “politicamente correto”. Fala de modo bastante simples sobre a psicanálise winnicottiana, e dá  inúmeras idéias do que fazer com brinquedos-sucata.

Escrevi o livro durante uma forte crise em meu casamento; certamente todo esse otimismo em relação às crianças e à capacidade humana de criar e recriar possui forte conteúdo pessoal e biográfico, no sentido de crer na transformação de minha relação com meu companheiro na época, bem como na saúde de meu filho, para enfrentar novas fases de vida que estavam por vir.

Site da Editora: www.loyola.com.br

Veja o livro no Google Books: Link

 

 

 

A Poética do BrincarA poética do brincar

 

Este é meu segundo livro; foi escrito também em um momento crítico de minha vida, quando assistia minha mãe morrer, de um sofrido câncer de pulmão. Levava livros de poesia e cadernetas em meus “plantões” como acompanhante no Hospital. Meu filho fez um comentário engraçado na época, algo assim: “ah, então pra escrever um livro eu pego uma porção de outros livros…”, inferindo minha metodologia “antológica”. Resultou em um livro poético e um tanto hermético, que nem de longe fez e faz o sucesso de público de “O brinquedo-sucata”. Os leitores mais fervorosos deste livro foram os terapeutas junguianos. Foi também editado pela Loyola (SP); primeira edição em 1998, segunda edição em 2004. Ele trabalha, por meio de excertos poéticos, com os campos ético, estético e poético “para bem brincar” – ou melhor, para que os adultos, leitores da obra, permitam que as crianças brinquem livremente.

Seu título é uma homenagem a Gaston Bachelard.

Site da Editora: www.loyola.com.br

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Cacos de infância/Teatro da solidão compartilhadaCacos de infância/ Teatro da solidão compartilhada

 

Este é meu terceiro livro; é minha pesquisa de mestrado transformada em livro. Aqui meus estudos da obra de Winnicott e Bachelard ampliam-se com meu encontro com Merleau-Ponty. “Cacos de infância” foi um nome interessante que encontrei para dar a um experimento teatral que realizei durante a pesquisa; “cacos” remete a mosaico, mas também, intencionalmente, a cacos de vidro: algo cortante da infância que reencontramos ao longo de nossa vida… Sua capa é de fundo preto exatamente para sair do estereótipo imagético encontrado nas publicações sobre a infância. A pesquisa aconteceu entre os anos de 2000 e 2001 e o livro foi publicado por Annablume (SP) em parceria com FAPESP em 2004. A menção à “solidão compartilhada” faz parte do silêncio que a encenação provocou em seus espectadores; o livro convida o leitor a questionar os mais diversos princípios do teatro assim chamado “infanto-juvenil”, narrando a experiência vivida na metodologia work in process entre criação, encenação e reflexão.

Site da Editora: www.annablume.com.br

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Merleau-Ponty & a EducaçãoMerleau-Ponty & a Educação

 

Este é meu quarto livro; é minha pesquisa de doutorado transformada em livro. No ano de 2009 descobri a coleção “Pensadores & Educação” da Editora Autêntica (BH); entrei em contato via e-mail com Alfredo Veiga-Neto, coordenador da coleção, e por cerca de um ano preparamos o livro, com idas e vindas, modificações, melhorias e cumplicidade. O texto da tese transformou-se em um volume bem mais leve e didático, sobre como o filósofo Maurice Merleau-Ponty, em seus Cursos na Sorbonne, desenvolveu uma noção de infância próxima da fenomenologia e em diálogo com a psicanálise e o sócio-interacionismo. O salto positivo da tese para o livro está na segunda parte da obra, que relaciona o fazer teatral e o brincar às noções merleau-pontianas acerca da criança e da primeira infância. O livro foi lançado em outubro de 2010. Penso que este trabalho resume, com felicidade, meus trinta anos de experiência com educação, uma vez que as prerrogativas de Merleau-Ponty não consistem em “uma teoria sobre a infância”, mas antes, revelam um tipo de olhar para os modos de ser e estar das crianças pequenas.

Site da Editora: www.autenticaeditora.com.br

 

 

Fim do infante divulgação

Fim do infante / Três processos dramatúrgicos

 

Este é meu quinto livro; reuni três textos dramatúrgicos escritos em um intervalo de quase vinte anos, para compor o texto, cujo cerne é a infância contemporânea, que pode e deve ter voz – “fim do infante” é um modo de desdizer a etimologia da palavra “infante”: aquele que não fala. O livro foi lançado em Belo Horizonte e em São Paulo, em outubro de 2018. Penso que seu dom é o humor e os aspectos autobiográficos: um texto foi escrito para crianças encenarem, sob encomenda do professor, ator e diretor Cacá Sgreccia, colega da EMIA-SP; outro é o resultado de minha pesquisa de pos-doc, realizada em 2009 a partir de observações etnográficas de crianças na cidade de São Paulo; o terceiro é o registro da encenação Evandro e Dimas: os nomes escolhidos, na qual trabalhei performativamente, por meio do teatro documentário, a perda de meus filhos gêmeos, acontecida no ano de 1984.

 

Site da editora: www.editoracircuito.com.br

15 comments for “Livros

  1. Alfredo Veiga-Neto
    27 de maio de 2011 at 18:02

    Marina:
    Viajei demoradamente pelo teu site. Nem preciso dizer o quanto gostei!
    Apesar de termos trabalhado junto no teu excelente livro Merleau-Ponty & a Educação (Ed. Autêntica)—eu, apenas colocando as bandeirinhas para que o livro “obedecesse o perfil da Coleção que coordeno para a Autêntica; tu, trabalhando de verdade, pesquisando, pensando e escrevendo o livro…— pois bem, apesar dessa parceria internética, parece que só agora, viajando pelo teu site, fiquei te conhecendo melhor.
    Pena que a geografia nos mantenha tão distantes. Pelo menos, no cyberespaço podemos continuar nos encontrando e “trocando as figurinhas” —sorry pelo lugar-comum.
    Alf.

  2. 12 de setembro de 2011 at 01:34

    Marina, teu último livro será minha próxima leitura! Tem um pequeno texto meu no Derrida e Educação (capita verde-limão) que pode te interessar! teatro, crianças, derridianas derradeiras… besos grandes!

  3. Maureen Mantovani
    24 de setembro de 2011 at 14:35

    Marina

    Fui estagiária na EMIA em 2005, mas tivemos pouco contanto.
    Estou escrevendo um projeto para mestrado com intuito de investigar o brincar no espaço das aulas de teatro na educação infantil.
    Por recomendação da Malu ( Maria Lúcia Pupo) entrei em teu site e nunca mais sai!Estou maravilhada por ter encontrado este espaço.Quero ler imediantamente todos os teus livros.
    Obrigada por compartilhares teus achados, tuas descobertas e experiências, enriquecendo assim, as experiências e descobertas de outros.
    Maureen

    • agachamento
      24 de setembro de 2011 at 18:44

      Olá Maureen! Que bom que “você nunca mais saiu” do site! Mas não fique presa!!
      Entre e saia sempre que quiser. Muito obrigada pela adesão carinhosa
      Marina

  4. Maria Claudia
    1 de maio de 2012 at 17:14

    Olá Profª Marina , qto tempo. Muitas saudades tive a honra de tê-la como professora no curso de Psicologia na Uninove em 2003! Na época fiquei desempregada e não pude continuar , estou no 3º filhote e ainda não consigo voltar a estudar, mas tudo parece estar intrinsico, principalmente os textos de Merleau-Ponty.Que bom conhecer teu blog e matar as saudades. Bjs!

    • agachamento
      3 de maio de 2012 at 10:26

      Que bom Maria Claudia que vc tem boas recordações do tempo da Uninove! Continue visitando o Agachamento: será sempre bem-vinda! Marina

  5. Monica
    22 de outubro de 2012 at 02:13

    Marina, adorei conhecer seu blog! Os livros parece ser muito interessantes! Assim como os artigos!Parabens! Uma hora dessas entrarei em contato fisico com algum deles… rsrsrs
    que beleza voce estar conosco!bj

  6. LUCIANA GRESTA
    13 de setembro de 2015 at 13:53

    Professora Marina,

    Estou lendo Merleau-Ponty & a Educação. Apaixonante, como todos os seus escritos. Encantada! Você me inspira! E traduz o que eu vivencio cotidianamente com minhas crianças. Agradecida, viu?!?!

    Luciana Gresta.

    • agachamento
      13 de setembro de 2015 at 18:11

      Fico feliz por isso, Luciana! Volte sempre por aqui! Um abraço
      da Marina

  7. Vanelia
    9 de maio de 2019 at 21:09

    Marina, muito obrigada por compartilhar experiências tão necessarias principalmente nesta conteporaneidade onde a educação e nossas crianças estão sendo cruelmente sucateadas.

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