Biografias e intersubjetividades

As relações entre nossa biografia, o caminho da subjetividade e construção de um “eu” desde a mais tenra infância, e o adulto que somos, são nosso dom e nossa sina. Nosso dom — linguagem, gesto e palavra — para conhecer a nós mesmos, ao outro, ao mundo; nossa sina, a impossibilidade de total afastamento disso: biografia, subjetividade e um “eu”.

Em psicoterapias,  a auto-biografia se faz e se desfaz, infinitamente.

Na ficção, temos a oportunidade de ser o que nunca seríamos… Criando ou mesmo apenas no usufruto da ficção: ler um livro, assistir a um filme, ouvir uma canção.

Para o adulto seria na profissão (ao construir um “papel”, uma “máscara social”) que o dom e a sina do campo da subjetividade poderiam se mesclar; talvez seja isso o que os fenomenólogos gostam de chamar de “intersubjetividade”.