Dramaturgias do Espaço

Espacialidade, Teatralidade, Corporalidade

Quando pessoas que visitam o agachamento deixam mensagens que me perguntam “dicas” sobre o ensino do teatro… vejo como estou cada vez mais distante do teatro que pressupõe palco e plateia, texto, trabalho de “ator” e de “diretor”… no entanto tento responder de forma cuidadosa, ouvindo a expectativa do outro que pergunta e que se sente meio “perdido” como professor de teatro.

Desde 2009, quando deixei definitivamente a Escola Municipal de Iniciação Artística (EMIA-SP) para fazer meu pós-doutoramento em Pedagogia do Teatro, tenho me dedicado de modo cuidadoso à noção de espacialidade. Isso desdobrou-se no projeto com alunos da UFMG, na investigação da noção de dramaturgia do espaço. Escrevi um texto chamado Teatralidades no Corpo / O espaço cênico somos nós, publicado na Revista Sala Preta em 2011. Hoje investigo Teatralidades no Espaço, em busca de algo menos visível [e talvez até menos necessariamente humano] para compreender nossas capacidades imaginativas, que penso estar diretamente relacionada ao faz de conta das crianças pequenas, e ao teatro como forma-conteúdo.

Eu te convido ao Parque Municipal: venha caminhar comigo, este espaço me acolheu desde que cheguei em Belo Horizonte, em junho do ano passado…

Lugar escolhido no Parque Municipal

foto de Lucas Fabrício

Olhe mais de perto:

Close na plataforma encontrada

foto de Lucas Fabrício

Esta plataforma, pode ser um palco de miniaturas?

Espaço de um teatro invisível, cuja poética encontra-se exatamente na não necessidade de existir como “instituição”?

Sem folder, sem entradas, céu aberto, sujeito a chuvas e sol a pino… Sem listas de material, sem boletim nem ideais de eficácia…

Um lugar meditativo, um espaço potencial fora de mim mas paradoxalmente parte de mim, pois eu doo a ele, aqui-agora, meus anos de estudo sobre teatro e infância. Este certamente é um dos caminhos que minha obra tenderá a seguir.

 

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