Tributo a Tom Hanks, o Gato

Gato da Marina e do Jonas no chão da cozinha

Tom Hanks em seu habitat urbano

 

Na tarde de ontem, dia 20 de julho, Tom Hanks, meu gato e do meu filho, um siamês misturado com viralata, morreu – aos 16 anos de idade, bem bem bem velhinho, mas com vida muito boa e bem vivida.

Cheguei em casa para almoçar e ele estava em convulsão, no chão, deitado de lado e todo molhado com seu próprio xixi. As patas de trás paralisaram. Ele estava tentando entender… queria levantar-se, arranjar-se; mas só conseguia levantar a cabeça, miar e arrastar-se. Ficou assim por algum tempo.

Quando meu filho chegou com a namorada, eu já tinha falado com nosso veterinário, uma pessoa muito sensível e inteligente que sabia que não íamos “intervir”: levar para hospital, soro, exames, nada disso. Estava combinado com antecedência: que quando o Tom viesse a mostrar sua velhice no corpo, íamos permitir que morresse.

Ver seu animal de estimação morrer é uma experiência inesquecível: pela tristeza, pela impotência (ele não fala…!?), pelo rememorar de todos os anos e aventuras vividas junto dele, com ele.

Desde os 11 anos de idade esse é o gato do Jonas, 26 anos hoje.

Morou conosco em três endereços e sempre adaptou-se, viveu cada fase da sua vida e dos seus donos com temperamento e estilo próprios. Morou em casa, bem novinho, e saía pelo quintal: saía pelos muros da Henrique Schauuman… e se meteu em poucas e boas. Morou depois em dois apartamentos, sempre dando um jeito de ter seu lugar ao sol.

Definimos seu jeito de ser desses últimos meses como um “Carpe Diem” felino, pois cada dia era um dia ganho, algo curtido, do começo ao fim: ele andou fazendo artes, subindo na mesa para lamber carne e manteiga, causando em diferentes momentos da nossa rotina… fazendo seu lanche de peito de peru! (recomedaté um dia antes de morrer.

Teremos saudade.

Fica conosco nosso outro gato, que adotamos a conselho do veterinário anterior, que nos ensinou que seria bom para o Tom ter outro gato em casa, de modo a ficar mais ativo e rejuvenscer. Isso de fato aconteceu. E sua presença, a partir de agora, também vai nos rejuvenscer!

Obrigada Tom, pelo testemunho de nossas vidas.

Obrigada Dr. Marcelo, por nos ouvir e ser tão afetivo, profissionalmente impecável e digno.

Obrigada Deuses dos Gatos, por levarem o Tom embora em menos de 24 horas de sofrimento.

E que assim seja, em todos os próximos óbitos.

Tom dormindo

o Tom nos deixou no "dia do amigo"

2 comments for “Tributo a Tom Hanks, o Gato

  1. Antonia
    22 de julho de 2011 at 23:08

    Marina ficou muito bonita a homenagem.
    bj
    Antonia

  2. Marcia Soares de Andrade
    30 de julho de 2011 at 22:55

    Marina,
    Sexta dia 28 de julho, morreu a minha cachorrinha Pituca, também como para vcs, a Pituca foi uma benção na vida do meu filho Lucas,
    depois que me separei do pai dele.
    A Pituca teve um cancer que se espalhou rapidamente pelo abdomen.
    Estamos de “Luto”, mas não paramos de agradecer a felicidade que ela nos trouxe nos 13 anos de convivência.
    E também como vc agradeço ao Deus dos Cachorros e de todos os animais.
    Marcia Andrade

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