Convido a todos para o lançamento de Fim do infante em BH e SP

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Fim do infante é o título do meu quinto livro, que será lançado neste mês em Belo Horizonte e em São Paulo. Foi editado por Renato Rezende, editor da Circuito, uma editora independente do Rio de Janeiro. Renato é da minha geração e foi aluno do meu ex-marido Valdir Sarubbi, artista que, nas décadas de 1970 e 1980, nos deu aulas na modalidade “atelier livre” — no lugar de trabalho, o artista ensinava crianças, jovens e adultos a desenhar e pintar, por meio especialmente de técnicas expressivas. Um marco da época.

No livro Fim do infante reuni três textos dramatúrgicos. Convidei a Luciana Hartmann para fazer o texto de apresentação; Luciana é antropóloga e estudiosa do teatro, do ensino e da performance.

No lançamento em BH, dia 17, vamos ler um pedaço de um dos textos, na modalidade “leitura dramática”. Estamos preparando isso no MRACO: encontros cuja sigla quer dizer, de modo brincante, Movimento Rumo Ao Agachamento Coletivo.

No lançamento em SP, dia 31, vamos fazer um debate entre Renato, eu e Priscilla Vilas Boas, minha amiga que ensina dança na EMIA/SP e que hoje também trabalha com textos e livros didáticos, sobre o ensino de arte.

Estarei entre amigos nos dois momentos.

Talvez estar entre amigos seja, nessas semanas entre primeiro e segundo turno das eleições, a mais forte estratégia para permanecermos vivos. Preciso me sentir vital, com rigor e vigor no pensamento sobre o teatro e a infância. Quero que a vitalidade possa comunicar algo como um artivismo.

Um outro teatro é possível.

O livro Fim do infante fala sobre isso: um teatro inteligente e sensível para todas as idades. Um aprendizado meu também da década de 1980, a partir da formação na Casa do Ventoforte, lugar do grupo de teatro do mesmo nome e dirigido por Ilo Krugli.

Os textos foram escritos em um intervalo de quase 20 anos. O primeiro é leve e foi feito para ser encenado por crianças da EMIA-SP. Por meio de bilhetes escrevi diálogos não tradicionais, fragmentados, por vezes divertidos e por outras vezes tristes, e demasiadamente humanos… O segundo texto é a dramaturgia criada durante o ano do meu pos-doc supervisionado por Maria Lucia Pupo, em 2009, criado com base na observação de crianças em situações de espera em São Paulo, capital. O terceiro texto é documental, foi encenado onze vezes e para trinta e três espectadores no total, e trata da perda gestacional de meus filhos gêmeos, Evandro e Dimas.

O livro vai custar 30 reais e teve uma tiragem pequena. Considero-o um dos meus cinco trabalhos artísticos e intelectuais mais importantes.

Esperarei pelo leitor do Agachamento — para uma conversa ao vivo, olhos nos olhos, sem medo de ser feliz. Dia 17 de outubro no SESC Palladium (BH) e dia 31 de outubro na Livraria Blooks do Shopping Frei Caneca (SP). Até lá!

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