A docência em arte é vermelha

coma-me

Terminado o Carnaval, nos dias 16 e 17 de fevereiro, estarei na Universidade Federal do Tocantins, a convite, para participar de um evento chamado “Cartão Postal”. A mesa de abertura será composta por mim e por Carminda André, e se intitula: “A docência como obra de arte”.

Logo que ouvi a expressão, estranhei. Não sei bem porque – talvez por ter sido casada com um artista visual – a noção de “obra de arte” para definir o trabalho do professor me parece… um pouquinho antiga. Se diria: démodé; traduzindo, algo fora de moda. E no caso da docência em teatro, me remeteu a um único ponto de vista: o do adulto, professor artista.

Assim comecei a pensar minha interlocução com Carminda e com os professores de teatro da UFT: brincando com eles, replicarei que a docência é vermelha. Minha fonte de inspiração é meu filho, quando pequeno; entre dois e três anos teve uma fase vermelha, na qual quis ter shorts, camiseta, cueca, sandália e boné vermelhos – mas ai de nós se comprássemos algo com personagens… era prá ser “vermelho puro”.

O vermelho é intenso e radical. O vermelho pode doer. E sai sangue. O vermelho desbota e fica rosinha, ou sépia, e se somado ao azul dá roxo… O vermelho simbolicamente representou ‘algo’ à esquerda. O vermelho na estrela, quem diria, também ficou démodé – dentre outros adjetivos…

… mas sou canhota e sigo nessa direção: em direção ao Outro, e por isso talvez, renomearia novamente a docência como arte relacional. Ou ainda, o que seria mais justo, devolveria a pergunta, e a paleta de cores à plateia da mesa de abertura do Cartão Postal:

Qual a cor da docência em artes?

Espero que faça sentido e que seja uma boa provocação para arejar os caminhos trilhados pelas Licenciaturas em Teatro, revelando possíveis intercâmbios entre a UFT, a UFMG – onde estou — e a UNESP, onde Carminda trabalha.

Segue o flyer do evento:

programação do III Cartão Postal

 

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