Tablet, pra que te quero?

Meu Primeiro Tablet

decifra-me ou devoro-te

Agora tenho um tablet. Inicialmente o processo de escolha foi entre um smartphone e um ipad, e escolhi o tablet. (Quero ser um bebê parado… rs)

Na verdade é minha pretensão provocar o bebê parado! Minha ideia é fazer micro filminhos performando o faz de conta; irei, em gesto e palavra, contar histórias com objetos, sejam eles brinquedos ou não, filmar e postar.

Para quem não sabe quem é o “bebê parado”, explico: são muitos; são crianças do meu bairro (Funcionários, Belo Horizonte, Minas Gerais) que se reunem numa pracinha ao lado de casa. Observo suas gestualidades e suas relações com a praça, com as babás e com os outros bebês, já faz algum tempo.

Em julho está acontecendo um fato curioso: o público ampliou, há convescotes de crianças e adultos; hoje tinha até lençol no chão!… O que mais ou menos confirma minha hipótese: ‘bebês parados’ são crianças criadas, educadas para não ir ao chão! E os adultos não se agacham – mas posso pensar, e tenho que admitir: nesta antropologia, não haveria necessidade de agachamento. É a estética do… Vamos Ficar de Pé! Engatinhar, por exemplo, parece ser algo “primitivo” ou “íntimo”, que não se faz em praça pública…

Ironias à parte, quero ver se aproveito parte das férias de julho para aprender a filmar no tablet. Ou no tablete, como falam as próprias crianças.

Quiçá eu consiga usar essa ferramenta para combater o próprio uso da [mesma] ferramenta pelos adultos cuidadores de bebês parados! – ou, para combater um dos seus usos: o uso disciplinar, anti-motricidade e podemos até dizer castrador. Mas todos sabemos que há possibilidades incríveis do uso da tecnologia, e da tabletização! O brincar criativo pode, e deve, estar também no uso dos objetos da cultura. Saravá!

 

 

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