Brasília, me aguarde!

Desde o final do ano passado iniciou-se uma parceria entre Luciana Hartmann, Taís Ferreira e eu, coordenadas pelo antropólogo da UnB Guilherme José da Silva e Sá. “Pequenas Antropologias: uma proposta colaborativa de formação de educadores para o trabalho com a diversidade cultural no Ensino Fundamental” é o título do nosso projeto, e a ideia é abrir um campo de pesquisa e um leque de possibilidades em torno de narrativas para crianças cuja temática é a diversidade cultural. Por esta parceria estarei em Brasília nas próximas segunda e terça-feira (dias 18 e 19 de maio).

a mulher que vira lobo não desvira

Na segunda-feira vou falar algo a partir do texto “A criança é performer” e na terça-feira vou mostrar a videoperformance “A mulher que vira lobo” — mote para discutir as três noções centrais para Merleau-Ponty definir a pequena infância: polimorfismo, onirismo e não representacionalidade.

Estou feliz pois vou conhecer a UnB e vou poder falar para os estudantes da graduação e da pós-graduação de lá; mas o mais interessante é, a médio e longo prazo, estar próxima de Luciana e Taís. São pesquisadoras mais jovens do que eu mas cujo pensamento e ação são mais longos, em termos do circuito na Universidade Federal. O que nos une? Um desejo de outro tipo de atitude acadêmica.

Poderia dizer: maior foco no vigor. Foco no vigor pode ser veicular noções, conceitos, pensamentos próximos da realidade mesma: vida. Foco no vigor significa compreender o outro e trabalhar com estudantes que serão os novos professores de teatro, em muito pouco tempo. Vigor no teatro é contemporaneidade:  desapego a uma noção de infância ordenada, categorizada e tradicional (na crença desenvolvimentista) para dar espaço a fluxos que dialogam com a dor e a delícia de ser criança e jovem no Brasil de hoje. Penso que nosso diálogo poderá tornar visível, palpável, a riqueza de teatralidades da cultura da infância e juventude.

18/05/2015 – Palestra: A criança é performer

Depto. de Artes Cênicas – Complexo das Artes – Sala B1 16 (1º andar)

Horário: 14h às 16 h

Público aberto

19/05/2015 – Exibição de vídeo seguido de debate: A Mulher que Vira Lobo

PPG-CEN – Multiuso 1 – 1º andar  (acima dos Correios) – 14h às 16h

Público aberto

 

3 comments for “Brasília, me aguarde!

  1. Luciana Hartmann
    12 de maio de 2015 at 17:54

    Estamos te esperando, Marina!

  2. Lucas Fabrício
    20 de maio de 2015 at 14:27

    Sucesso nestes novos vislumbres, Marina!

  3. Luzirene Rego
    23 de maio de 2015 at 15:22

    Olá, Profa Marina! Gostei muito da experiência de conhecer o seu trabalho porque abriu-me um campo de reflexão sobre o trabalho docente em Arte nas séries iniciais do ensino fundamental. Campo este, que ainda não transitei na minha experiência docente de professora de Arte/Teatro. O trabalho é muito importante porque quando nos formamos/licenciamos somos “preparados” para atuar nas séries finais do ensino fundamental(6º ao 9º) e ensino médio. Porém, aqui na SEDF temos as Escolas Parque que atendem somente as séries iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) e outros Projetos na rede. Esse seu olhar poderá contribuir muito para a prática pedagógica desses profissionais que atuam nesses contextos. Obrigada por compartilhar sua experiência! Abs, Luzirene

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