Oscilações

Desde que cheguei de férias em Belo Horizonte, meados de janeiro, me sentia mais ou menos assim:

sou uma gata sedenta, calorenta

O calor, a falta de vento, um tipo de atmosfera opressiva e abafada… deram um cheiro a um não tão belo horizonte.

No entanto, subitamente me sinto assim:

sou um urso gordo que gosta do frio

muda o tempo, muda o vento, captamos outro tipo de atmosfera, e enquanto me preparo para a volta às aulas, procurando criar as aulas do semestre, avaliar velhas estratégias e criar novas… sinto frio na madrugada!

Junto essas oscilações do clima em mim com meus estudos sobre a infância; vou falar amanhã sobre as teatralidades no corpo, sobre nossa “gênese do eu”, ou do “ser-no-mundo”, e penso nas crianças pequenas e sua experiência dessas oscilações. Será que serão pessoas mais maleáveis? Mais abertas aos imprevistos e às tempestades? Ou ficarão em casa em seus ambientes pré-preparados por máquinas que climatizam o ar, as paredes, os móveis, geladeira e fogão? Climatizar é uma das palavras mais contemporâneas! (Não acham?)

Minha fala “Teatralidades no Corpo: o espaço cênico somos nós” será amanhã, dia 10 de fevereiro, 10:00 hs, no Conservatório de Música da UFMG (Av. Afonso Pena, 1534).


 

 

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