Não confie em ninguém com mais de trinta…!

Coisas do mundo aeroviário… pós-Copa

estou ou não estou dentro dele??

Embarquei neste sábado de Belo Horizonte para São Paulo. Estava um dia chuvoso; depois de muita secura, foi chover justo neste final de semana!, e as dificuldades começaram logo com o táxi para ir de casa para o ônibus executivo que vai para o Aeroporto de Confins…

Lá chegando, painéis eletrônicos parados no tempo: parados nos voos da manhã, e cada passageiro precisava se virar para encontrar seu portão de embarque. Também era evidente a pane elétrica na comunicação via rádio: vi atendentes reclamando e enviando mensagens por celular, para obter informações. Os autofalantes rangiam.

Despachei minha mala e subi, passei pela revista eletrônica, me achei muito tranquila quando perguntei num balcãozinho GOL qual era meu portão de embarque, e fui mandada para o piso de baixo, para o qual vamos quando o embarque vai ser por meio de ônibus…

Os painéis não indicavam nada, portanto, depois de “x” tempo, concluí sozinha que o voo estaria um pouco atrasado; ví uma série de paulistas (rs) fazendo fila, mesmo sem serem chamados; resolvo checar se estou no lugar certo, mostro o bilhete impresso em casa do email (está com letras miúdas) e a funcionária da GOL diz que sim, estou no lugar certo, e diz que, embora não tenha chamado, a fila se formou (ao que respondo, me fingindo de mineira: são paulistas!!). Ela reage pela metade, sabe do que estou falando mas deve manter ‘neutralidade’.

De minha parte estou chateada com a chuva porque tenho medo de turbulência e não queria molhar meu sapato…

Finalmente entramos, e lá vou eu para a  já famigerada cadeira 22D (estou com mania deste mesmo assento…); felizmente o avião está relativamente vazio, e tudo vai dando certo.

Ao pousar, foi anunciado pelo autofalante do avião que as malas seriam devolvidas na esteira de número 3. Vou pra lá, e nada da minha mala…

Pego meu bilhete (impresso em casa) e vejo o número do voo. O número do voo não corresponde ao da tela da esteira. Agora fico aflita. Vou num balcãozinho, mostro meu comprovante de bagagem; o atendente diz, seu voo desembarcou há um tempo… [pausa] sua mala embarcou… [pausa] e, pelo modo de dizer do rapaz, percebo, com espanto, que eu peguei o avião errado.

O atendente vai atrás da mala, por meio da minha descrição: mala vinho, das pequenas – que podem ir no avião – com duas fitinhas do bonfim.

Cerca de 10 minutos depois, lá vem ele, super feliz por ter achado minha mala.

Como resposta à sua felicidade eu digo: Quer dizer que viajei no avião errado?

Ao que ele responde: É, mas deu tudo certo, a senhora nem percebeu!

E logo entrou pra dentro balcão e assumiu seu posto, antes que eu pensasse qualquer tipo de pensamento-de-consumidor-que-vai-no-Procon.

Que acham disso?

 

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